Alimentação infantil nas emergências


[ página 1 | página 2 | página 3 | página 4 | página 5 | página 6 | página 7 | página 8 ]

ADMINISTRANDO A COMPLEXIDADE DO FLUXO DE AJUDA 

Em anos recentes, o aumento da preocupação sobre as doações inapropriadas de leite como uma ajuda de emergência, levou a IBFAN a concluir: há a necessidade de integrar as ações - incluindo a existência de políticas e normas apropriadas, a coordenação, os treinamentos, o despertar da consciência do público em geral, dos doadores e a da mídia, os programas de alimentação infantil com um componente forte de monitoramento e a pesquisa.

Uma incontrolável torneira de alimentos infantis.

Durante a crise do Kosovo em 1999, Marie McGrath (Institute of Child Health/Save the Children, UK) realizou uma pesquisa sobre a alimentação infantil na Macedônia. Ela observou que: "Não havia como monitorar as doações não solicitadas dos produtos para alimentação infantil que chegavam pela estrada... Muitas das distribuições das fórmulas infantis não tinham metas, não eram coordenadas e nem monitoradas"

POR EXEMPLO...

Doações não solicitadas

Uma proporção significante de auxílio que chegava na Macedônia não era solicitada. Países da OTAN forneciam aviões que trabalhavam com uma política "carregar e partir" com pouca documentação outra, que não a tonelagem. Uma proporção grande de doações não solicitadas também chegava pela estrada.

Distribuição sem metas

Comboios de caminhões contendo auxílio humanitário chegavam e se dirigiam diretamente aos acampamentos onde os produtos eram distribuídos sem nenhum registro. A quantidade de fórmula infantil distribuída dependia das quantidades em estoque, em vez de qualquer estimativa das necessidades.

Ações descoordenadas

Apesar de um levantamento recente das Nações Unidas de Abril de 1999 ter identificado a falta da promoção e/ou proteção da amamentação e também possíveis problemas decorrentes do uso de substitutos do leite materno na ausência de educação e informação, nenhuma ação coordenada para responder a essas questões foi estabelecida no campo. Foi apenas depois da chegada dos nutricionistas do Alto Comissariado de Refugiados das Nações Unidas (UNHCR), em Junho de 1999, que uma melhora significante na coordenação e no monitoramento dos programas de alimentação infantil foi notada.

Produtos não monitorados

Nenhum sistema de controle garantiu que as normas do Programa Mundial de Comida (WFP) contra a distribuição geral de leite em pó fossem respeitadas.

Fonte : "Conhecendo as necessidades nutricionais das crianças durante emergências: experiências e dilemas recentes", M. McGrath, A.Seal, A.Taylor, L. Gostelow, Relatorio de uma Oficina Internacional, Institute of Child Healt/Save the Children,UK, Novembro de 1999.

Políticas e regulamentos já existem

Mesmo que não haja hoje uma única política comum das Nações Unidas sobre a alimentação infantil nas emergências, há um consenso substancial na necessidade de proteger a amamentação em emergências. Alguns dos documentos básicos para guiar os políticos, os diretores de programas e os trabalhadores de campo são:

  • Alimentação de Lactentes e Crianças Pequenas nas Situações de Emergência - Guia Operacional para Gestores e Funcionários de Programas de Ajuda às Situações de Emergência. Documento preparado pelo Grupo de Trabalho Interinstitucional para a Alimentação de Lactentes e Crianças Pequenas nas Emergências e apoiado por um grupo de organizações assistenciais chaves, 2001. Solicite uma cópia para Fiona O’Reilly, ENN (Rede de Nutrição na Emergência): foreilly@tcd.ie.

  • Alimentação infantil em emergências. Política, Estratégia e Prática. Relato do grupo Hoc sobre alimentação infantil em Emergências. Maio de 1999. ENN, Rede de Nutrição de Emergência: http://www.ennonline.net (Versão impressa no inglês disponível na loja virtual do Baby Milk Action).

  • Política do UNHCR relacionada à aceitação, distribuição e uso de produtos lácteos em Programas de alimentação nos campos de refugiados. UNHCR, 1989.

  • O Código Internacional de Comercialização dos Substitutos do Leite Materno e Resoluções da AMS pertinentes.(Versão impressa no inglês disponível na loja virtual do Baby Milk Action).

  • Protegendo a Saúde Infantil - Um guia para os trabalhadores de saúde sobre o Código Internacional de Comercialização dos Substitutos do Leite Materno. 9a. Edição, IBFAN Penang, Abril 1999 loja virtual do Baby Milk Action).

  • Guiando os princípios sobre a alimentação infantil durante emergências. Nutrição WHO. Anexo ao: A Administração da Nutrição em emergências, WHO, 2000.

  • O projeto ESFERA (SPHERE). Lei Humanitária e Padrões Mínimos em resposta ao desastre. 1 edição. 1998. http://www.sphereproject.org/

  • Alimentação nas emergências para lactentes abaixo de seis meses. Normas Práticas OXFAM. Carter K. / OXFAM Public Health Team, 1996.

3


[ página 1 | página 2 | página 3 | página 4 | página 5 | página 6 | página 7 | página 8 ]

 

Presentation developed by:

allaitement + code illustrés = http://mapage.noos.fr/ibfan.fr/

Site de Pascale Walter / Strasbourg/France
Membre CoFam, IBFAN, WABA,