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ADMINISTRANDO
A COMPLEXIDADE DO FLUXO DE AJUDA
Em anos recentes, o
aumento da preocupação sobre as doações
inapropriadas de leite como uma ajuda de emergência,
levou a IBFAN a concluir: há a necessidade de
integrar as ações - incluindo a existência
de políticas e normas apropriadas, a coordenação,
os treinamentos, o despertar da consciência do
público em geral, dos doadores e a da mídia,
os programas de alimentação infantil com
um componente forte de monitoramento e a pesquisa.
Uma incontrolável torneira de alimentos infantis.
Durante a crise do Kosovo em
1999, Marie McGrath (Institute
of Child Health/Save the Children, UK)
realizou uma pesquisa sobre a alimentação
infantil na Macedônia. Ela observou que: "Não
havia como monitorar as doações não
solicitadas dos produtos para alimentação
infantil que chegavam pela estrada... Muitas das distribuições
das fórmulas infantis não tinham metas,
não eram coordenadas e nem monitoradas"
POR
EXEMPLO...
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Doações
não solicitadas
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Uma
proporção significante de auxílio
que chegava na Macedônia não era solicitada.
Países da OTAN forneciam aviões que
trabalhavam com uma política "carregar
e partir" com pouca documentação
outra, que não a tonelagem. Uma proporção
grande de doações não solicitadas
também chegava pela estrada. |
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Distribuição
sem metas
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Comboios
de caminhões contendo auxílio humanitário
chegavam e se dirigiam diretamente aos acampamentos
onde os produtos eram distribuídos sem nenhum
registro. A quantidade de fórmula infantil
distribuída dependia das quantidades em estoque,
em vez de qualquer estimativa das necessidades. |
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Ações
descoordenadas
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Apesar
de um levantamento recente das Nações
Unidas de Abril de 1999 ter identificado a falta
da promoção e/ou proteção
da amamentação e também possíveis
problemas decorrentes do uso de substitutos do leite
materno na ausência de educação
e informação, nenhuma ação
coordenada para responder a essas questões
foi estabelecida no campo. Foi apenas depois da
chegada dos nutricionistas do Alto Comissariado
de Refugiados das Nações Unidas (UNHCR),
em Junho de 1999, que uma melhora significante na
coordenação e no monitoramento dos
programas de alimentação infantil
foi notada. |
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Produtos
não monitorados
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Nenhum
sistema de controle garantiu que as normas do Programa
Mundial de Comida (WFP) contra a distribuição
geral de leite em pó fossem respeitadas. |
Fonte : "Conhecendo
as necessidades nutricionais das crianças durante
emergências: experiências e dilemas recentes",
M. McGrath, A.Seal, A.Taylor, L. Gostelow, Relatorio
de uma Oficina Internacional, Institute of Child Healt/Save
the Children,UK, Novembro de 1999.
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Políticas
e regulamentos já existem
Mesmo
que não haja hoje uma única política
comum das Nações Unidas sobre
a alimentação infantil nas emergências,
há um consenso substancial na necessidade
de proteger a amamentação em emergências.
Alguns dos documentos básicos para guiar
os políticos, os diretores de programas
e os trabalhadores de campo são:
-
Alimentação
de Lactentes e Crianças Pequenas
nas Situações de Emergência
- Guia Operacional para Gestores e Funcionários
de Programas de Ajuda às Situações
de Emergência. Documento preparado
pelo Grupo de Trabalho Interinstitucional
para a Alimentação de Lactentes
e Crianças Pequenas nas Emergências
e apoiado por um grupo de organizações
assistenciais chaves, 2001. Solicite uma
cópia para Fiona OReilly, ENN
(Rede de Nutrição na Emergência):
foreilly@tcd.ie.
-
Alimentação
infantil em emergências. Política,
Estratégia e Prática. Relato
do grupo Hoc sobre alimentação
infantil em Emergências. Maio de 1999.
ENN, Rede de Nutrição de Emergência:
http://www.ennonline.net
(Versão impressa no inglês
disponível na loja
virtual do Baby Milk Action).
-
Política do
UNHCR relacionada à aceitação,
distribuição e uso de produtos
lácteos em Programas de alimentação
nos campos de refugiados. UNHCR, 1989.
-
O
Código Internacional de Comercialização
dos Substitutos do Leite Materno e Resoluções
da AMS pertinentes.(Versão impressa
no inglês disponível na loja
virtual do Baby Milk Action).
-
Protegendo a Saúde
Infantil - Um
guia para os trabalhadores de saúde
sobre o Código Internacional de Comercialização
dos Substitutos do Leite Materno. 9a. Edição,
IBFAN Penang, Abril 1999 loja
virtual do Baby Milk Action).
-
Guiando os princípios
sobre a alimentação infantil
durante emergências. Nutrição
WHO. Anexo ao: A Administração
da Nutrição em emergências,
WHO, 2000.
-
O projeto ESFERA
(SPHERE). Lei Humanitária e Padrões
Mínimos em resposta ao desastre.
1 edição. 1998. http://www.sphereproject.org/
-
Alimentação
nas emergências para lactentes abaixo
de seis meses. Normas Práticas OXFAM.
Carter K. / OXFAM Public Health Team, 1996.
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