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HIV/AIDS
e a Amamentação
A controvérsia
a respeito das opções de alimentação
para bebês nascidos de mães diagnosticadas
como HIV positivas, realça as numerosas
limitações e lacunas em nosso
atual conhecimento sobre a transmissão
do HIV através da amamentação.
As mulheres têm o direito de serem claramente
informadas sobre todas as opções
apropriadas de alimentação, para
que sejam capazes de fazer uma escolha baseada
nas informações recebidas, e de
serem apoiadas para levarem- na adiante.
Relatórios recentes
(Coutsoudis et al, 1999;The Lancet 354: 471-474;
AIDS 2001 15:379-87) sugerem que, nos primeiros
meses de vida, bebês exclusivamente amamentados
mostram taxas de transmissão de HIV similares
aos bebês que receberam unicamente fórmulas,
menores que as taxas de transmissão dos
bebês que receberam alimentação
mixta (peito e fórmula). Normalmente,
a maioria das mulheres grávidas não
sabe qual é o seu estado relativo ao
HIV e dentre aquelas que sabem, apenas uma minoria
recebe um aconselhamento adequado sobre as opções
de alimentação infantil.
Na maioria das situações
de emergência, o aconselhamento e os testes
voluntários não estão disponíveis.
A amamentação exclusiva deveria
portanto ser protegida, promovida e apoiada
como uma regra geral. É simplesmente
não realístico levar em consideração
só os resultados dos testes, especialmente
na fase inicial de uma emergência, quando
a água e as instalações
sanitárias, a comida, o abrigo, a imunização
e os cuidados médicos básicos
são as prioridades principais.
Para as mães que
foram testadas e que são positivas, deve
ser fornecido um aconselhamento sobre as vantagens
e desvantagens das várias opções
de alimentação, levando-se em
conta cuidadosamente a situação
à mão.
"Entretanto, até
mesmo onde o teste é possível
e a mãe tem a opção de
alimentar artificialmente, a amamentação
exclusiva permanece a escolha mais segura, já
que o risco da mortalidade devido à alimentação
artificial irá, na maioria das situações
de emergência, exceder de longe o risco
da mortalidade devido à transmissão
do HIV. Deve-se sempre ter em mente os riscos
de se derramar SLM sobre a população
geral e os problemas decorrentes de seu suprimento
a longo prazo."
Fonte: Declaração
dos participantes do interinstitucional Encontro
Africano Regional para Lactentes e Crianças
Pequenas nas Situações de Emergência
em Dar-es-Salaam 1999, organizada pela IBFAN
Africa.
Para
mais informação :
Informações
atualizadas : http://www.welcome.to/breastfeeding
UNAIDS: http://www.unaids.org
(buscar por MTCT)
HIV e Aconselhamento
em Alimentação Infantil: um
curso de treinamento. OMS/UNICEF/UNAIDS (2000)
HIV e Normas de Procedimento
da Alimentação Infantil, UNICEF/UNAIDS/OMS,
1998
OMS (2000) Efeito da
amamentação em lactentes e mortalidade
infantil devido à doenças infecciosas
em países menos desenvolvidos.Uma análise
combinada. The Lancet, vol 355. 5 de Fevereiro
de 2000.
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Tenha em mente que
em
uma população com uma
alta prevalencia de HIV de 20%, estima-se
que 15% das crianças de mães
HIV positivo correm o risco de contrair
o HIV através da amamentação.
Assim, numa população
de 100 mães e crianças,
apenas 2 ou 3 crianças correm
o risco de contrair o HIV através
da amamentação. 97 não
irão.
Por
outro lado, o risco relativo de morte
por diarréia nos bebes não
amamentados nas áreas pobres,
é conhecido por ser significativamente
mais alto do que nos lactentes exclusivamente
amamentados. Uma análise recente
da OMS(2000) mostra que lactentes que
não são amamentados tem
6 vezes mais risco de morrer de doenças
infecciosas nos 2 primeiros meses de
vida, do que os amamentados.
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