Alimentação infantil nas emergências


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DISSIPANDO MITOS SOBRE A AMAMENTAÇÃO EM EMERGÊNCIAS

Os mitos sobre a amamentação podem minar tanto a confiança das mães como o apoio que elas recebem. Os quatro mitos mais comuns são:

"ESTRESSE FAZ O LEITE SECAR"

Enquanto o extremo estresse ou o medo podem fazer com que o leite pare de fluir momentaneamente, esta resposta, como muitas outras respostas fisiológicas à ansiedade, é normalmente temporária. Existem evidências crescentes de que a amamentação produz hormônios que reduz a tensão, acalma a mãe e o bebê e cria um elo amoroso.

"MÃES DESNUTRIDAS NÃO CONSEGUEM AMAMENTAR"

Os alimentos devem ser dados às mães lactantes de modo que elas possam alimentar seus bebês e também manter o vigor para cuidar das crianças mais velhas da família. No caso de uma severa má nutrição, o uso de alimentos suplementares durante a amamentação pode assegurar um aumento na produção de leite materno.

 

"BEBÊS COM DIARRÉIA NECESSITAM DE ÁGUA OU CHÁ"

Como o leite materno é 90% água, os bebês que são exclusivamente amamentados e que estão com diarréia normalmente não necessitam de líquidos adicionais tal como água com açúcar ou chá. A água freqüentemente está contaminada nas situações de emergência. No caso de uma severa diarréia entretanto, a terapia de reidratação oral (administrada por copos) pode ser necessária.

"UMA VEZ INTERROMPIDA A AMAMENTAÇÃO, ELA NÃO PODE SER RETOMADA"

Com uma técnica adequada de relactação e apoio, é possível ajudar as mães e seus bebês a reiniciarem a amamentação mesmo depois deles terem mudado para a fórmula infantil. Isto às vezes é vital em uma emergência.

De: Notícias do BFHI, UNICEF, Setembro /Outubro de 1999, J. Newman, Dissipando mitos sobre a amamentação em crises - http://www.unicef.org/bfhi/sepoct99.pdf

Para mais informação: veja referências abaixo.

Mulheres que amamentam necessitam de ASSISTÊNCIA
Promoção Geral não é suficiente

Mulheres refugiadas e em situações de emergência têm um maior risco de enfrentar dificuldades na amamentação. Elas necessitam de ajuda, e não apenas de mensagens de motivação.

HIV/AIDS e a Amamentação

A controvérsia a respeito das opções de alimentação para bebês nascidos de mães diagnosticadas como HIV positivas, realça as numerosas limitações e lacunas em nosso atual conhecimento sobre a transmissão do HIV através da amamentação. As mulheres têm o direito de serem claramente informadas sobre todas as opções apropriadas de alimentação, para que sejam capazes de fazer uma escolha baseada nas informações recebidas, e de serem apoiadas para levarem- na adiante.

Relatórios recentes (Coutsoudis et al, 1999;The Lancet 354: 471-474; AIDS 2001 15:379-87) sugerem que, nos primeiros meses de vida, bebês exclusivamente amamentados mostram taxas de transmissão de HIV similares aos bebês que receberam unicamente fórmulas, menores que as taxas de transmissão dos bebês que receberam alimentação mixta (peito e fórmula). Normalmente, a maioria das mulheres grávidas não sabe qual é o seu estado relativo ao HIV e dentre aquelas que sabem, apenas uma minoria recebe um aconselhamento adequado sobre as opções de alimentação infantil.

Na maioria das situações de emergência, o aconselhamento e os testes voluntários não estão disponíveis. A amamentação exclusiva deveria portanto ser protegida, promovida e apoiada como uma regra geral. É simplesmente não realístico levar em consideração só os resultados dos testes, especialmente na fase inicial de uma emergência, quando a água e as instalações sanitárias, a comida, o abrigo, a imunização e os cuidados médicos básicos são as prioridades principais.

Para as mães que foram testadas e que são positivas, deve ser fornecido um aconselhamento sobre as vantagens e desvantagens das várias opções de alimentação, levando-se em conta cuidadosamente a situação à mão.

"Entretanto, até mesmo onde o teste é possível e a mãe tem a opção de alimentar artificialmente, a amamentação exclusiva permanece a escolha mais segura, já que o risco da mortalidade devido à alimentação artificial irá, na maioria das situações de emergência, exceder de longe o risco da mortalidade devido à transmissão do HIV. Deve-se sempre ter em mente os riscos de se derramar SLM sobre a população geral e os problemas decorrentes de seu suprimento a longo prazo."

Fonte: Declaração dos participantes do interinstitucional Encontro Africano Regional para Lactentes e Crianças Pequenas nas Situações de Emergência em Dar-es-Salaam 1999, organizada pela IBFAN Africa.

Para mais informação :

  • Informações atualizadas : http://www.welcome.to/breastfeeding
  • UNAIDS: http://www.unaids.org (buscar por MTCT)
  • HIV e Aconselhamento em Alimentação Infantil: um curso de treinamento. OMS/UNICEF/UNAIDS (2000)
  • HIV e Normas de Procedimento da Alimentação Infantil, UNICEF/UNAIDS/OMS, 1998
  • OMS (2000) Efeito da amamentação em lactentes e mortalidade infantil devido à doenças infecciosas em países menos desenvolvidos.Uma análise combinada. The Lancet, vol 355. 5 de Fevereiro de 2000.
  • Tenha em mente que

    em uma população com uma alta prevalencia de HIV de 20%, estima-se que 15% das crianças de mães HIV positivo correm o risco de contrair o HIV através da amamentação. Assim, numa população de 100 mães e crianças, apenas 2 ou 3 crianças correm o risco de contrair o HIV através da amamentação. 97 não irão.

    Por outro lado, o risco relativo de morte por diarréia nos bebes não amamentados nas áreas pobres, é conhecido por ser significativamente mais alto do que nos lactentes exclusivamente amamentados. Uma análise recente da OMS(2000) mostra que lactentes que não são amamentados tem 6 vezes mais risco de morrer de doenças infecciosas nos 2 primeiros meses de vida, do que os amamentados.

    Veja também o papel de instruções da IBFAN: O Código, HIV e Alimentação Infantil.

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