Companhias
de alimentos infantis expostas pelos monitores da IBFAN ao
apresentarem evidências de má-prática
no Parlamento, Reino Unido
Nos
jornais: The
Guardian - The
Scotsman - BBC
Um estudo
no jornal Lancet de hoje, mostrando o aumento no risco de doenças
cardíacas em bebês que são alimentados
artificialmente reforça a lista dos riscos de saúde
da alimentacão artificial (clique
aqui para a reportagem no jornal The Guardian). Os
membros da Rede Internacional em Defesa do Direito de Amamentar
(IBFAN)
apresentou as evidências conseguidas devido ao monitoramento
das companhias de alimentos infantis em 69 países, na
House of Commons no dia 13 de maio de 10:30 às 11:30h.
As evidências mostram como as campanhias promovem seus
produtos de forma agressiva, prejudicam a amamentação,
contribuindo assim para a morte e sofrimento, desnecessários,
de crianças no mundo todo. A reunião na sala
de Jubileu (Jubilee Room), presidida por Lynne Jones, membro
do Parlamento, propôs uma Moção requerendo
que o governo do Reino Unido apoie a ação para
pôr um fim na má-prática das companhias
de alimentos infantis no Reino Unido e em outros países.
Os membros da IBFAN estão a caminho de Genebra, onde a
Assembléia Mundial da Saúde se reunirá,
no dia 17 de Maio, para discutir assuntos atuais na nutrição
de lactentes e crianças pequenas, tais como, a contaminação
da fórmula infantil por bactéria e o uso crescente
de alegações falsas de saúde com o intuito
de promover a alimentação artificial.
O relatório
de monitoramento Breaking the Rules, Stretching the Rules 2004
(Violando as Normas, Ampliando as Normas 2004) analisa as práticas de promoção
de 16 companhias transnacionais de alimento infantil e 14 companhias
de bicos e mamadeiras entre janeiro de 2002 e abril de 2004.
O Código Internacional de Mercadização de
Substitutos do Leite Materno e as Resoluções subseqüentes
relevantes da Assembléia Mundial da Saúde (AMS)
são os padrões usados para avaliar as práticas
de mercadização.
Yeong Joo Kean, conselheira legal da IBFAN disse:
“Temos
712 fotos de violações atuais neste relatório.
Não há como as companhias negarem que foram pegas
em flagrante ao violar o Código e Resoluções.”
Clique
aqui para uma visão geral do relatório,
que realça as seguintes tendências em violacões:
- Alegações “funcionais”. As companhias
tentam diferenciar suas fórmulas, acrescentando uma linha
de aditivos e depois afirmando que tais aditivos beneficiam o
desenvolvimento.
-
Contínuos suprimentos gratuitos ou a preços baixos.
- A
amamentacão exclusiva por 6 meses continua sendo prejudicada
pela maioria das companhias.
-
Informações à profissionais de saúde.
As companhias violam o requerimento que diz que isto é restrito
a assuntos científicos e verdadeiros.
-
Os serviços e os trabalhadores da área de saúde
continuam sendo alvejados.
-
Patrocínio de seminários médicos, conferências
e associações de profissionais médicos estão
se tornando cada vez mais divulgados.
Clique
aqui para fazer o download do relatório completo,
de 94 páginas, contendo o perfil de 16 grandes empresas
de alimentos infantis: Abbott-Ross, Danone, Dumex, Friesland,
Gerber, Heinz, Hipp, Humana, Mead Johnson, Meiji, Milupa, Morinaga,
Nestlé, Nutricia, Snow and Wyeth. As maiores companhias
de bicos e mamadeiras também são
avaliadas.
Resumos dos relatórios dos países, com o título
Olhe o que eles estão fazendo foram preparados para os
seguintes países:
As
respostas típicas das companhias aos relatórios de violações
estão disponíveis
no site da Baby
Milk Action.
Para maiores informacões, entre em contato com: Mike Brady, Baby Milk
Action, 23 St. Andrew’s
Street, Cambridge, CB2 3AX,
UK.
www.babymilkaction.org
telefone: +44 1223 464420 – celular: +44 7986 736179
e-mail: mikebrady@babymilkaction.org
Observações
aos editores
-
A
reunião na House of Commons incluiu apresentações da
coordenadora do projeto de monitoramento mundial, Annelies Allain (Diretora do
Centro Internacional de Documentação do Código, Penang,
Malásia), e dos representantes da Tailândia, Argentina, Brasil e
Reino Unido. Os detalhes da ligação das companhias que originou
esse monitoramento estão disponíveis
na Baby Milk Action.
Os exemplos de
respostas anteriores
e inadequadas aos
relatórios de violações podem ser encontrados na seção “codewatch” no
site da Baby
Milk Action:
www.babymilkaction.org.
-
O
Código Internacional de Mercadização de Substitutos
do Leite Materno foi adotado pela Assembléia Mundial da Saúde em
1981, como um “requerimento mínimo” a ser implementado, em
sua totalidade, por todos os países. Sob o artigo 11.3, os fabricantes
e distribuidores de produtos abrangidos pelo Código devem assegurar que
suas atividades em todos os níveis obedeçam ao Código, independentemente
de qualquer outra medida do governo. As Resoluções subseqüentes
abordam questões de interpretação e as mudanças nos
conhecimentos científicos e práticas de mercadização.
As políticas das companhias diferem muito do Código e Resoluções,
e um exemplo é que elas se referem apenas à fórmula infantil.
O monitoramento demonstra as violações sistemáticas e institucionalizadas
do Código e Resoluções, bem como as políticas
mais restritas das companhias.
-
A
Assembléia Mundial da Saúde irá discutir a nutrição
de lactentes e crianças pequenas na sua reunião durante a semana
de 17 de maio. Na reunião preliminar do Conselho Executivo da Organizacão
Mundial da Saúde (OMS) em janeiro de 2004, a prática normal de
preparar um projeto da Resolução, para abordar as preocupações
atuais, foi colocada de lado. A contaminação da fórmula
infantil pela Enterobacter Sakazakii e as desvantagens de saúde da alimentação
artificial a longo prazo são questões-chaves que a indústria
não quer que sejam abordadas. Pesquisas, após a morte de um bebê na
Bélgica por meningite, atribuída à fórmula da Nestlé contaminada,
descobriram que uma grande proporção de latas de fórmula
são contaminadas durante o processo de fabricação, após
a pasteurização. Em sua recente AGM, a Nestlé se recusou
a colocar advertências em seus rótulos
(Veja Baby
Milk Action
press release,
22 de abril).
-
De
acordo com o UNICEF, o “desenvolvimento das práticas de amamentação
e a redução da alimentação artificial poderiam salvar
uma média de 1.5 milhões de crianças por ano” (State
of the World’s Children 2001). Isto é equivalente a uma morte desnecessária
a cada 30 segundos. As demonstrações no sábado, dia 15 de
maio, das 11 às 12:00 h , no lado de fora do Centro de Atividades da Nestlé (Reino
Unido), St. George’s House, Park Lane, Croydon, chamará atenção à isto
e ao papel da Nestlé em prejudicar a amamentacão. Um grupo de mulheres
irão cantar músicas, de vários países, promovendo
a amamentacão
em homenagem
aos visitantes
da IBFAN.
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